Comércio latino-americano avança enquanto as importações caem e o consumo permanece estável

-A A +A

Alacero - Sao Paulo, Brasil, 14 de janeiro de 2020. Em um momento de baixo dinamismo da economia mundial (graças à desaceleração nos países desenvolvidos e em desenvolvimento), fatores regionais de longo prazo e transições políticas em vários países contribuíram para um ambiente muito desafiador na América Latina. Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), excluindo a Venezuela, o crescimento médio do PIB na América Latina está aumentando, mas apenas 1% ao ano, refletindo a maior recessão desde a Segunda Guerra Mundial vivida pelo Brasil, a maior economia da região. Contamos com a estagnação da economia no México desde o início de 2019 e também com os desequilíbrios macroeconômicos observados na Argentina. Ainda, a crise financeira global e a agitação popular em países como Equador, Bolívia e Chile também prejudicaram o desempenho econômico da América Latina.

Nesse contexto, o consumo de aço laminado em outubro foi 5% inferior ao total registrado no mesmo período de 2018. Apesar do aumento de 4% em relação a setembro de 2019, o acumulado até outubro permaneceu 5% maior que no mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, foi 0,3% superior à média do acumulado. O saldo apresentou uma tendência levemente positiva, totalizando 202 mil toneladas, 4% acima do resultado observado em setembro. O crescimento se deve em grande parte ao consumo da Guatemala (26%), Argentina (24%), Brasil (17%), México (16%) e Equador (14%).

Em novembro de 2019, a produção de aço bruto totalizou 4.828 Mt, 10% a menos que em novembro de 2018. O acumulado até novembro (55.722 Mt) foi 8% inferior ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou 5% abaixo da média dos primeiros 10 meses. O México foi responsável pela maior parte da queda (58%) e registrou o pior indicador desde março de 2016.

A produção de aço laminado atingiu 3.971Mt, 10% a menos que em novembro de 2018. O acumulado até novembro também caiu 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando o nível mais baixo em 35 meses. O total diminuiu 4,3% em relação a outubro, mostrando um resultado 6% menor que a média dos primeiros 10 meses de 2019. Grande parte do saldo regional negativo é devido ao déficit do Brasil (75%) e Argentina (36%), que sofreram reduções em suas produções anuais e mensais.

“Não podemos esperar que os mercados resolvam problemas socioeconômicos sozinhos. Os governos devem revisar suas políticas públicas para estimular o crescimento e priorizar o desenvolvimento sustentável, aproveitando o baixo custo atual dos financiamentos. Precisamos reorientar nossos esforços para as exportações", diz Francisco Leal, Diretor Geral da Alacero.

Importações desaceleram
Com um total de 1.929 Mt, as importações de outubro foram 6% menores que no mesmo mês de 2018. O acumulado até outubro permaneceu 3% abaixo do período equivalente em 2018. No entanto, houve um aumento de 10% em comparação com setembro, que já havia registrado uma queda pontual devido à volatilidade do mercado mexicano.

O resultado foi 0,4% superior à média dos primeiros 9 meses de 2019. Os maiores aumentos de importações foram observados na Guatemala (54 mil t), Equador (30 mil t), Brasil (23 mil t), Argentina (17 mil) t) e Chile (12 mil t). Nos primeiros 11 meses, as importações de aço laminado da China caíram 27% na América Latina. Em janeiro, o total importado foi de 559 mil toneladas, enquanto em novembro foi de 410 mil toneladas.

Mais exportações
As exportações de outubro atingiram 836 mil toneladas, 9% acima do resultado observado no mesmo mês de 2018. Embora o acumulado (7.655) tenha sido 4% menor que o mesmo período de 2018, o crescimento total registrado foi de 14% em comparação com o mesmo período de 2018, o melhor indicador desde maio de 2019. O resultado das exportações ficou 9% acima da média dos primeiros 9 meses. O Brasil expandiu suas exportações em 12%, seguido pelo México (15%) e Argentina (20%).

Menor déficit comercial
Em outubro, a balança comercial registrou um déficit 15% menor que o mesmo mês do ano anterior, apresentando uma queda de 3% no déficit acumulado até outubro em relação ao mesmo período de 2018. Embora em outubro o déficit fosse 7% superior a setembro, o total foi 6% inferior à média dos primeiros 9 meses do ano. ••

Contato
[email protected]
+55 11 3195-5803