Indústria siderúrgica da América Latina mantém sua recuperação estimulada por um consumo de aço maior

-A A +A

Alacero - São Paulo, Brasil, 08 de outubro de 2021. A produção de aço bruto acumulada até julho é de 37.670,7 milhões de toneladas (Mt), 23,5% acima do mesmo período do ano anterior e superando os primeiros sete meses de 2019 em 2,7% (36.663,8 Mt). No caso do aço laminado, o acumulado até julho é de 32.798,9 Mt, o que representa um crescimento de 30,4% em comparação com o mesmo período de 2020, e 8,1% superior aos níveis de 2019.

No entanto, em julho a produção de aço, bruto e laminado, diminuiu em relação ao mês anterior (-2,2% e -0,7%, respectivamente). Mesmo assim, os níveis de desempenho continuam sendo altos se comparados com o passado recente.

Em junho passado, a balança comercial apresentou uma redução do déficit de 8,5% na comparação com o mês anterior. Apesar disso, o acumulado se mantém crítico e o déficit é 64,2% superior ao do primeiro semestre de 2020. A queda do déficit mensal se deve à retração limitada das importações e ao aumento das exportações.

As importações intrarregionais registraram em junho uma alta de 1,2%, em relação a maio passado, atingindo 7,4% das importações totais. As exportações extrarregionais representaram 30,8% das exportações totais.

No que diz respeito ao consumo, o acumulado nos seis primeiros meses de 2021 foi 37,8% maior do que o de 2020, refletindo a recuperação dos setores demandantes de aço. O segundo trimestre deste ano ficou 64,3% acima do mesmo período do ano anterior e 9,6% acima do primeiro trimestre de 2021.

A análise feita pela Alacero dos números do setor neste segundo semestre do ano aponta uma recuperação da indústria que se sustenta a médio prazo.

Alejandro Wagner, Diretor Executivo da Alacero, explica: “Esses números, além de serem positivos para o setor, se traduzem em resultados tangíveis para o desenvolvimento dos países latino-americanos”.

Ele acrescenta: “O setor do aço gera mais de 1,2 milhão de postos de trabalho de alta qualidade, entre diretos e indiretos, e com salários superiores aos do restante da indústria manufatureira. Além disso, a região conta com a vantagem de produzir um aço muito mais limpo e sustentável do que os seus principais concorrentes. (A América Latina emite 1,6 tonelada de CO2 por tonelada de aço bruto produzido na atmosfera, contra 2,1 toneladas da China)”.

De acordo com Wagner, “É importante que os países da região apliquem políticas para reforçar a recuperação das suas economias e conseguir uma retomada sustentável. O crescimento da indústria siderúrgica e de toda a sua cadeia de valor tem um papel fundamental para a geração de novos postos de trabalho e para o impulso das comunidades locais, reafirmando que a indústria siderúrgica é um motor econômico importante na América Latina”. ••

Contato | [email protected]