O consumo de aço na América Latina já é 16% maior do que antes da pandemia

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• Consolidam-se o crescimento do consumo, a produção e o emprego da cadeia siderúrgica na América Latina.

• Maio registrou o melhor nível de exportações extrarregionais desde outubro de 2020.

• A América Latina foi a segunda região do mundo com maior crescimento da produção de aço cru no primeiro semestre, com alta de 24,3% (14,4% no mundo).

 

Alacero - São Paulo, Brasil, agosto de 2021. O consumo de aço laminado acumulado de janeiro a maio foi 34,6% maior do que no mesmo período de 2020 (época de queda com o início da pandemia) e 15,8% superior ao dos mesmos meses de 2019. Isso foi possível graças ao bom desempenho de setores da cadeia de valor siderúrgica, como a construção e a produção automobilística.

O impacto foi positivo em toda a região. Nos primeiros cinco meses do ano, o crescimento acumulado do consumo de aço com relação à base baixa de 2020 foi de 101,3% na Argentina, 65,2% no Peru, 50,7% no Brasil, 39,6% na Colômbia, 25,8% no Chile e 14,5% no México.

Além disso, o desenvolvimento da cadeia teve um efeito importante para a geração de novos postos de trabalho. De acordo com o CBIC, o setor da construção gerou mais de 178.000 empregos no primeiro semestre do 2021 no Brasil. Segundo o Indec, na Argentina o indicador sintético da atividade da construção (ISAC) acumula nos primeiros cinco meses do ano um crescimento de 70,9% em comparação com o mesmo período de 2020.

Por sua vez, a produção de aço laminado em junho subiu 56,5% em relação ao mesmo mês de 2020. No que diz respeito à produção intermensal, sofreu uma queda de 2,8% de maio para junho, principalmente devido à redução da produção no Brasil e no México. Além disso, foi registrada uma diminuição regional de 7,8% na produção de aços planos.

O segundo trimestre terminou com a produção de aço laminado 62,1% acima do mesmo período de 2020 e 6,9% superior à do primeiro trimestre do ano.

As exportações totais de aço laminado cresceram 0,2% em maio, passando de 588,6 mil toneladas em abril para 589,6 mil.

Este crescimento das exportações junto com a redução de 1,3% das importações totais tiveram um efeito moderado sobre a baixa do déficit comercial de maio, que caiu 1,7% em relação a abril. A estabilização do déficit da balança comercial continua sendo um grande desafio para o desenvolvimento produtivo e para o nível de emprego da América Latina. Em maio, as importações extrarregionais representaram 36% do consumo de aço e o mês atingiu um recorde histórico com 93% da participação do mercado externo das importações totais.

A produção de aço cru durante o primeiro semestre do ano mostrou um desempenho favorável, já que a produção na América Latina foi 24,3% superior à de 2020 e 1,7% acima da de 2019. Segundo a World Steel Association, a América Latina foi a segunda região com maior crescimento da produção no mundo nesse período.

“A consolidação do aumento do consumo de aço, inclusive em níveis anteriores à pandemia, é uma grande notícia para a região. Isso significa que a economia da América Latina e os setores que demandam aço estão em uma recuperação contínua, o que estimula a criar centenas de milhares de empregos na cadeia de valor”, afirmou Alejandro Wagner, diretor executivo da Alacero. “Empresas, governos e funcionários precisam continuar trabalhando para a estabilização do déficit comercial e para entender o rumo do mundo siderúrgico em termos de tarifas e regulamentações ambientais. Temos um setor siderúrgico inovador, produtivo e eficiente, o que nos permite e nos obriga a ser protagonistas nas discussões desses temas relevantes”. ••

Sobre a Alacero

A Alacero – Associação Latino-americana do Aço – é a entidade civil sem fins lucrativos que reúne a cadeia de valor do aço da América Latina para fomentar os valores de integração regional, inovação tecnológica, excelência em recursos humanos, segurança não trabalho, responsabilidade empresarial e sustentabilidade socioambiental. Fundada em 1959, é integrada por mais de 60 empresas produtoras e afins cuja produção é de perto de 60 milhões de toneladas anuais. A Alacero é reconhecida como Organismo Consultor Especial pelas Nações Unidas.

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